Aliados de Góes impedem sessão da Câmara e presidente é ameaçada de morte
A presidente da Câmara de Maués, Ana De Carli, foi ameaça de morte durante
sessão de terça-feira (19). De acordo com a presidente, a Câmara foi “invadida”
por servidores públicos ligados ao prefeito padre Carlos Góes (PT), para
tumultuar a sessão ordinária, que era realizada neste dia. Um dos manifestantes
disse que era para Ana De Carli ter “cuidado com a vida e também com a dos
filhos”. A sessão foi suspensa e a Polícia foi chamada para conter os ânimos.
Ana
Cristina De Carli, presidente da Câmara de Maués
Os manifestantes
levaram vassouras para a sessão e com gritos e vaias não deixaram os
parlamentares falar. Logo depois chegou um grupo de pessoas ligadas ao
secretário da Sepror, e ex-prefeito de Maués, Sidney Leite e iniciou-se um
bate-boca nas galerias. Logo em seguida a polícia chegou. Na sessão, realizada
pela manhã, havia muitos professores e gestores, todos ligados ao prefeito, que
deixaram as escolas e foram neste dia para as galerias do parlamento.
Ao blog deAmazônia
a presidente do Poder Legislativo de Maués, Ana De Carli chamou o ato de
manobra orquestrada pelo prefeito-padre Carlos Góes. Os vereadores Luiz Carlos
Dinelly, autor do pedido de Impeachment do prefeito e Luizinho Canindé,
reforçam a suspeita contra o chefe do Executivo. Semana passada, a Câmara
aprovou abertura de Comissão processante contra ele. Góes ainda responde a
abertura de mais três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), no
parlamento.
Sábado, Carlos
Góes, chegou a Maués irritado. Ele estava de viagem quando a Câmara iniciou o
processo de abertura de Impeachment do mandato dele. Na Rádio, o prefeito
atirou uma metralhadora giratória na direção de todos os seus opositores.
Não escapou ninguém.
Aos vereadores
Góes chamou de “perseguidores” e fez críticas a gestão de Sidney Leite, na
Sepror. Leite, que é ex-prefeito da cidade, estava neste dia em Maués, no
lançamento de núcleos do PROS, em bairros estratégicos da cidade. Sidney ainda
não declarou oficialmente se será candidato a prefeito. Em 2012, o sobrinho
dele, o ex-vereador Junior Leite, foi o candidato e ficou em segundo lugar no
pleito.
Na terça feira
passada, o tumulto foi na Câmara com aliados do prefeito impedindo a sessão.
“Não havia votação de pautas importantes. Era um dia tranquilo que os
vereadores iriam tratar apenas de causas internas da Câmara. Não havia motivo
para manifestação”, afirmou Ana de ‘Carli. Sobre as ameaças de morte a
presidente registrou boletim de ocorrência e está adotando providências
cabíveis para garantir a segurança de todos os vereadores. Há três meses um
segurança do prefeito de Maués, agrediu com um soco no rosto um idoso dentro da
Câmara.
A reportagem do blog
deAmazônia tenta falar com o prefeito Carlos Góes há dois dias. A ser informada
sobre acusação de o prefeito orquestrar o tumulto na Câmara, a assessoria de
Góes, disse que não tinha conhecimento. “Acabamos de chegar do Marau onde foi
realizada a Prefeitura itinerante do dia do Índio. Não tenho conhecimento do
assunto, posso ver pela manhã”, disse a assessoria, que não deu mais retorno.
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