sábado, 17 de fevereiro de 2018

De Radar Amazônico



15 DE FEVEREIRO DE 2018.

EM PROCURAÇÃO FEITAS AO TCE, PROCURADOR DE CONTAS CLASSIFICA FESTA EM MAUÉS COMO “TRISTE OPÇÃO POPULISTA”







Acostumado a causar com as grandes festas no Município de Maués (a 253 Km de Manaus), o prefeito Júnior Leite (Pros), também é famoso por não divulgar de jeito e maneira nenhuma os gastos das “festanças” e simplesmente dar isso como encerrado. Prova disso, é que para esclarecer os custos do festival de Verão, realizado em setembro do ano passado, o procurador de contas Ademir Carvalho Pinheiro, teve que entrar com representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) requerendo que à Prefeitura informe sobre o festival, que teve até contratação de atração nacional, a cantora Solange Almeida, destacando a necessidade de se saber “o valor pago pela atração e demais gastos com a festa”.
Na representação enviada de № 179 ̸ 17, o procurador denomina as festas de Maués “como a triste opção populista adotada pelos municípios mais pobres do país”, e destaca a “perversa inversão de valores” na realização de eventos festivos opulentos e caros, “enquanto que os indicadores econômicos e sociais de Maués comprovam a pobreza do município.
O procurador de contas aponta que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apenas 5,63% da população do município é ocupada; 50,5% da população aufere renda mensal de até 1  ̸  2 salário mínimo; 91,2% das receitas são oriundas de fontes externas, ou seja, geração de riqueza  beira a insignificância. “IDHM alcançou 0,588, índice considerado baixo; 27,1% de esgotamento sanitário; 2,2% de urbanização das vias públicas. “A despeito de tão graves indicadores, o Poder Executivo do Município de Maués considerou Meritório e Prioritário realizar evento festivo com atração nacional”, diz um trecho.
Os questionamentos feitos pelo procurador de contas na representação, estão relacionados às despesas do festival, bem como das licitações – incluindo a contração da cantora Solange Almeida – até o envolvimento de parentes de políticos e servidores públicos nos eventos. Vale lembrar que o prefeito de Maués desde a Assembleia Legislativa até UGPE-Prosamim.
O procurador também questiona outros pontos como o controle de visitantes ao evento, modalidade na cobrança de entrada, acesso aos camarotes e até a destinação de recursos arrecadados com os serviços disponibilizados aos visitantes. Ainda entra na mira, os critérios adotados para apontar o sucesso do evento e o seu retorno financeiro para o município.
Em resposta a questionamento do Radar a quantas anda a representação do MPC no Tribunal de Conta do Estado (TCE-AM), a resposta é de que ele se encontra em análise na Presidência de Corte de Contas “para definir a admissibilidade ou não da representação”. Depois dessa fase será encaminhada ao relator de conta do município, conselheiro Julio Pinheiro.     

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