terça-feira, 20 de março de 2018

Eleições 2016

JUIZ ELEITORAL DE MAUÉS REALIZOU AUDIÊNCIA PARA OUVIR ENVOLVIDOS EM SUPOSTOS CRIMES ELEITORAIS NAS ELEIÇÕES DE 2016

E PREFEITO NEGA ENVOLVIMENTO COM ATOS DE CORRUPÇÃO ELEITORAL










No final da tarde da segunda-feira (19), o JUIZ DA 5ª ZONA ELEITORAL DO MUNICÍPIO DE MAUÉS (267 Km da grande Manaus), Dr. RAFAEL BRITO na presença da PROMOTORA ELEITORAL, Dra. YARA REBECA MARINHO, realizou no edifício do Cartório Eleitoral da Terra do Guaraná, as oitivas para ouvir os envolvidos nos supostos crimes eleitorais nas eleições de 2016 (Ação sobre as Balsas de um programa agrícola estadual e da Utilização de um Helicóptero nas eleições), cujo envolvidos são: Carlos Roberto de Oliveira (atual Prefeito Júnior Leite), Paulo Cezar Leite Said (atual vice-prefeito), o deputado estadual Sidney Leite, Márcio Lima (piloto), Lissandro Breval Santiago e Simildon Rocha (atual presidente da Câmara Municipal).

Com base no teor da audiência estiveram presentes o prefeito Júnior Leite, acompanhado de sua advogada Daniele Lima Leite, além dos representante da coligação Força da Nossa Gente, Francisco Antônio Dias, do advogado Lúcio Souza Paiva, Luiz Carlos Dinelli (atual Diretor Saae Maués) e ausentes Sidney Leite (ex-secretário de Estado da Produção do Amazonas – Sepror) e Paulo Cezar Leite (atual vice-prefeito).

O juiz Eleitoral Rafael Brito ouviu primeiramente Luiz Carlos Dinelli que “afirmou não ter relação com o atual prefeito, que pertenceu ao Partido PSD, e não sabia dizer se pertencia a mesma coligação do atual prefeito; que é amigo pessoal do piloto Márcio Lima e que recebeu ligação do piloto solicitando para que pudesse pousar com aeronave em seu terreno (localizado na estrada do Guaranatuba km 5) e que o piloto não informou a quem estava prestando serviço (...) e que não esteve na companhia do atual prefeito Júnior Leite no uso da referida aeronave”.

No depoimento do prefeito Carlos Roberto de Oliveira, o mesmo negou total “DESCONHECIMENTO” das questões indagadas pela Justiça Eleitoral quanto a apreensão das balsas, “que não conhecia do Lissandro Breval, não se recorda se estava na cidade no dia que chegaram as balsas, que seu tio Sidney Leite – então secretário de Estado da Sepror -AM, não comentou com o mesmo sobre o convênio do programa de mecanização de áreas rurais em Maués, apenas tinha conhecimento que outros municípios tinham sido contemplados”. Junior Leite afirmou em depoimento que “a área citada pela Coligação (Força da Nossa Gente), existem aproximadamente 100 famílias e, eventual beneficiamento delas, não geraria desequilíbrio nas eleições (2016), uma vez que a diferença foi 6 mil votos. E tampouco conhece o dono do Auto Posto Samaúma e que não celebrou contrato”.

Após ouvir as partes envolvidas o Juiz Eleitoral determinou a continuidade da audiência para dia 23 de abril deste ano as 16h00, com o comparecimento de todos os presentes com seus respectivos advogados e vai ouvir o piloto do helicóptero Márcio Lima, como também o vereador Simildon Rocha (atual presidente da Câmara de Maués).

É a primeira vez que questões ligadas a supostos crimes eleitorais nas eleições de Maués estão vindo à tona, isto é, ouvidas e posteriormente julgadas pela JUSTIÇA ELEITORAL, com envolvimento de pessoas influentes da política da cidade.

A prática de crime de eleitoral é comum no interior do Amazonas, onde grupos familiares se beneficiam com favores de políticos corruptos por meio de dinheiro ou até cargos na administração pública.

Uma situação que nossa reportagem registrou é que cidadãos do município estão atentos a essa prática ilícita e na tarde de hoje estiveram aguardando o JUIZ e a PROMOTORA ELEITORAL no aeroporto do município para manifestar apoio e repudiar contra a corrupção que é o “CÂNCER DO BRASIL”.

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